quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Efeito.


03:52 da manhã.

Deitei no sofá pra terminar de ler A. Camus, acabou o livro e nada do sono. Olhei para Descarte e pensei, “vai ser o Senhor quem irá me fazer dormir”. E na primeira página que abro;

Art 45 - Qual o principal efeito das paixões.

Descarte: (...) ;de sorte que o sentimento de medo incita a fugir, o da audácia a querer combater e assim por diante.

Apenas complementando: A insônia! Integra também parte do efeito das Paixões!


Meu Bilete


Estou procurando entre as gavetas, mas não consigo encontrá-lo. Era pequeno e deveria ter alguma coisa sobre esquecimento em duas ou três linhas. Ainda ontem eu toquei nele. E relendo, parecia tão próximo. Bem que o Belchior falava, “o tempo andou mexendo com a gente sim!” ... Achei! Eu sabia desde o inicio; você tem as palavras que quero ouvir.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Palavras para Alice


Ao mesmo tempo, confesso; existem noites para uma palavra e outras para essas que silenciam e que nos faz ler a cor dos pensamentos. Há também sempre qualquer vocabulário em uma estante de sentimentos, que nos alega completamente o bloqueio da fala. Mas querida amiga, abra mão dessa humilhante forma de viver e se permita devorá-las, mesmo diante desse silencio. Escrever não tem nada haver com inspiração! Muitas coisas servem para isso; mas não os nossos sentimentos. E há poetas, de verdade, que julgarão tão facilmente essa minha infidelidade poética, argumentando que o sinônimo de poesia é inspiração. Repito, pertinentemente, que um olhar nos inspira, o quintal de um amigo nos inspira*... Inspiramos o ar tão inevitavelmente quanto amamos. Mas não nos atrevemos escrever sobre o ar, sobre os brônquios e sobre a asma; decorrente do amor. Não! Não nos inspiram essa falta de ar! Então não são os nossos sentimentos que nos inspira. Mas há noites para um Adeus, há noites pra um próximo sonho... Quais as cores é o que importa para as palavras!

* ;)

Claro, Um Sentimento Cheio de Cores.


Eu não sei fazer poesias pra você. E acabo misturando as cores quando me alegro diante do branco. Embora eu tenha recomposto as minhas paredes, no meu céu surgiram tantas estrelas coloridas depois de você. Eu não estou proscrevendo as teorias, mas confesso que nenhuma delas faz sentido quando tratamos de “efeitos”. O agora se tornou um tempo tão vindouro, efeito dessa redundância de cores quando procuro achar uma e vem você pitado com todas, ofertando o branco; Claro, como eu!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"Eu fiz de tudo por nós dois, mas não fiz o bastante."

video


Durante um mês, fui construindo cada cena. Recortando, pintando e enfim; chegou o meu segundo videozinho! A musica 27 de Agosto da Banda Madalena, minha musica favorita da banda! Com alguns percalços como a câmera que pifou e uma viagem que tive que fazer, obrigou-me a mudar a luz e isso resultando numa diferença de luz e câmera diferente. Ficando bem notório no decorrer do vídeo, mas que no final fez parte da encenação. Não era pra ter ficado bem feito, faço questão de toda essa infantilidade transparecendo a ingenuidade da própria musica!

Espero que gostem!


domingo, 26 de setembro de 2010

A Orelha do Livro


É por que das cores eu escolho essa poesia que passar por - e dentro - de mim enquanto eu a leio. E fatalmente cria-se uma intimidade, já que as vírgulas crescem e assumem uma proporção tão gigante, que por vezes, sinto-me incapaz de atravessá-las e então, as pinto! E ponho as cores desvirtuadas entre os intervalos, e o no final do poema, eu riu!

‘Colher dos parcos acontecimentos o seu sumo mais precioso. ’

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Porque Modigliani não pintava olhos


Abrindo qualquer página rapidamente temendo que esse fôlego possa resvalar nesse tempo; Não é apocalipse, não é bíblico e recuso-me até então a qualquer forma de Lei. A matéria informe do mundo era um deus com o nome de Caos; Robbes. E por mais que espirituosamente cômico possa parecer, tentei entender Modigliani. Conjecturas formas sobre essas tantas teorias que não li em jornais, mas que compreendi, acredite, compreendi em papeis de pães. Em espetáculos de Circos! É como jogar fora toda essa promiscuidade que solidifica. É ver na forma do Homem, Cores se esvaindo, dobrando esquina, virando política, mudando pinturas... Por que o Modigliani não pintava olhos?

Apenas diga que voltei...


A cor é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe de fotons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso. Ou seja; Não sou cor que muda e que desliza a intenção... Sou o Espectro Continuo desse prisma que a mim mesma movimenta.