quarta-feira, 26 de julho de 2017

Poucos dias e um mundo inteiro.


Ele não entende uma vírgula, em mim! Eu tento traduzir o seu olhar. Ele tateia meu sotaque. Eu acredito no sentimento. Só sobra as dúvidas. Ele desconversa meus poemas. Eu fico fácil. Ele se irrita com o tempo. Eu acho pouco os dias. Ele convive com a despedida. Todos os dias eu acho que são os últimos. Ele guia as horas. Eu soluço os pedidos. Ele arruma as malas. Eu abraço o mundo. E por fim, ele me acaricia os cabelos.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Poltrona



Eu tenho uma poltrona que fica no canto da sala. E ela nem cor tem. Ela fica imóvel, irracional como os móveis costumam ficar. Mas vez por outra, ela me convida pra um café e fala das coisas dos silêncios. E nela, logo eu tão cheia de cores, apago. Desligo as cores, desligo as vontades. Costumo não falar nada e ela também não interrompe. Esse silêncio é valioso. Assim como o tecido que a veste. Um tecido estragado, sujo, cansado e pesado. Alguns sentimentos valem fortunas porque eles estão lá, disponíveis ao silêncio. Sentimento que costuma ficar no canto da sala, invisível!

Uma mentira pra ser bem mentirosa tem que ter pelo menos, 90% de verdade!


Se tal porcentagem tá certa! Eu te amo um pouco, do muito que é possível! E me iludo com o muito com o que tem me servido. Colocando à mesa banquetes de verdades - Engolindo soluços e arrotando sorrisos. Se essa porcentagem tá correta, vou te esperar num bar,  em frente a lareira, misturando conhaque, subindo a ladeira. Fico aqui e você vai. Marca o dia que volta, no calendário do que ano que vem! E eu espero ontem, o sentimento de hoje, pq amanhã, não voltarás! 

Rezo pra tudo ser mentira! 



segunda-feira, 3 de julho de 2017

Mergulhos rasos


Morreu afogado na própria necessidade! Era um bom inseto. Tranquilo com os homens e horrado com os sapos. Desiludido com a vida. Escolheu mergulhos rasos, à realidades Claras de um candeeiro aceso.

Outras flores


Todos os dias me inspiro em mulheres que brotam em terras inférteis! Em flores guerreiras que não têm cheiro de jasmins, nem cores de azaleias! São flores brutas, flores firmes, flores afrontosas ... E elas brotam em cimento, na ruas, nos becos, nos palanques, nos laboratórios, nos campos de batalhas! Elas inspiram cores, com pétalas de coragem!

De novo, fiquei!

                                         
                                       Meu chão descalço
                                       Que brota despedida
                                       Que mesmo quando vindo
                                       Já foi
                                                                                            Morreu ontem!

                                       Caindo flor por flor
                                       O jardim levantou-se
                                       E já foi
                                                                                      De novo, eu fiquei!

sábado, 22 de abril de 2017

Você entre as nuvens e as sombras.

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Havia um tempo em que as nuvens sincronizavam com as sombras – e eu não fazia ideia da origem mecânica! Hoje, é impossível acompanhar todos os sentimentos. Os ventos não caminham de maneira que me permita flutuar sob sua atmosfera. Então aceite o tempo sentado ao seu lado. Mudo e inquieto. Ele é o melhor que você pode ter. Você vai envelhecer em frente ao espelho e todas as suas expressões irão continuar a mesma - Seus olhos, sua boca e suas veias, ou qualquer outra parte do seu corpo – vai dançar entre as nuvens e as sombras. E então, dominar o tempo!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Sem florescer, não enraizo!


A minha rosa é amarela mesmo que nunca tenha vestido espinhos! Sem florescer, não enraizo. Do contrário, impossível! E crio espaço, quando germino. São sem tempos - colher, madura - Nos cantos das flores, daninhas em cores! Regar o caminho. Seguir brotando, devagarinho...
Raminho por raminho. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Amadurecer



Fiz uma oração pedindo a poesia
Não me abandonar
Eu estou velha
E não bastasse a surdez para os bons silêncios
Eis que agora sofro da falta das palavras

Amadurecer, silencia?

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Impossíveis causas da poesia!


Eu não sei como funcionam suas mãos quando escrevem poesias em mim. E nem das poesias que descrevem as suas mãos em mim. Pouco sei desse silêncio que encara o indescritível. Das possíveis impossibilidades que somos. Porque não somos. E sobre isso, ninguém nunca escreveu!