domingo, 28 de junho de 2009

Amores de Inverno!


Qual seria a diferença entre verões e invernos?


Os amores de verão têm sabor de saudade, de um feriado sem volta, de beijos escondido no portão da casa, fogueiras e luas. Os verões são mais calorosos que inverno, lógico! Tem cor de prazer, de tropicalismo... Tem areia da praia dentro do short e sempre aquela canção que toca na rádio e que está na moda!


Amores de inverno... São mais inesquecíveis! É mais químico e física quântica! Eles não vão pra uma estante! Amores de inverno não têm vontade de “até logo”, mas de “em breve!” Eles deixam um gostinho de Martine, de chuva, de praça e vontade! As melodias não são modinhas, o que ouço no inverno, é garantido se ouvir no próximo, e próximo, e próximo... Digamos que os invernos são mais fieis!


Particularmente, prefiro os junhos que janeiros

terça-feira, 23 de junho de 2009

E quando mudamos?



Mudar!


A palavra da vez.


...Mudo o cabelo! Mudo as unhas! Mudo os móveis de lugar!...


Se eu apresso o passo pra não lembrar? Mudança, minha única permanecia! É preciso mudar tanto pra esquecer, ou é preciso esquecer para mudar? Se algo fizesse sentido, talvez me fizesse ficar, eu não teria mudado! Mas me pergunto, será que tava na hora dessa mudança? Quando sabemos que precisamos? É fácil mudar ou fui só eu que mudei tão abatida que nem percebi?


Os olhares perdidos... As palavras banais... E os pensamentos gritam por lembranças...


Quer lembrar! Pra quê?


...Se eu mudo de lugar... Se eu mudo de endereço... Se eu mudo de vestido...


Tanta coisa no meu dia-a-dia novo, inédito, original, incomum... Tantas coisas que em alguns momentos dá medo de conhecer, medo de continuar, medo de fraquejar... Mas não me resigno a mudar!


E como peças...
Mudamos, desmontamos, transformamos...

Nos escondemos!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Hora do Salto!




Quando você é mais jovem, sua vida gira em torno da procura pela diversão.
Aí você cresce e aprende a ser cautelosa.
Pode quebrar um osso, ou o coração!
Você olha antes de saltar... Porque nem sempre há alguém embaixo para amaparar sua queda.
Na vida não há redes de segurança.
Quando a vida parou de ser divertida e se tornou assustadora?

Um texto de Sex and the City (Meu vício, no momento!)

O "meu" anjo mais velho!

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar

tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A despedida


É uma experiência estranha. Talvez uma despedida! Já são 13 dias em campo, viajando de cidade em cidade pelo estado de Piauí numa consultoria para Transnordestina. Antes, o que eu pensava ser um refúgio depois de tudo que aconteceu, pensei que esta viagem viria em boa hora e topei largar tudo, meus compromissos com a universidade, com Paulo e outros para ocupar a cabeça ao mesmo tempo em que esvaziava. Mero engano! Tudo tem mexido demais comigo, minha decepção com tudos e todose até comigo mesma vem tomando profundidades e pensamentos confusos e sérios. Tudo tem se despedaçado rápido demais à tempo deu criar coragem para lutar e revirar o jogo. A cada dia vejo mais longe meu sonho. E não tenho mais força alguma pra tentar.


Sinto saudade do tempo em que eu me achava perdida, em caminhos incertos, porque estes, hoje eu sei, eram tempos em que me sentia em paz. É algo estranho que sinto, porque quando a gente lembra um tempo que já passou e que nós vivemos simplesmente sem notar que eram momentos especiais, a gente percebe que aquilo era legal, tínhamos paz! Não são só os dias que estão estranhos, as pessoas de hoje parecem ser mais vulneráveis que nós mesmos. Nesses eram fáceis, apenas eu era vulnerável e ninguém tinha haver com isso, éramos mais sós e mais completos, por mais que não parecíamos. Hoje, tudo tem andado de uma maneira rápida demais, ficou mais difícil entender as pessoas, mais do que nós mesmo. Quando éramos o sujeito ativo tudo era feito passivamente, e tudo que vejo é que hoje jogo do lado defensiva e tudo ao meu redor modifica-se ativamente. Como somos bobos, não damos valor na hora em que se tem valor!! No presente, só as lembranças me faz feliz! Quero ética, quero respeito, quero algo verdadeiro e sincero pra acreditar!

Como é que se diz "EU TE AMO?"



“... Venha, o amor tem sempre a porta aberta.” Se hoje ele estivesse vivo diante de tanta estupidez humana, talvez a esperança nem estivesse tão dispersa assim. A perfeição tem a cada dia se tornado mais artificial. Ninguém mais conversa e nem cozinha para a solidão, como já dizia minha mãe. O estado de rebeldia se tornou de certa forma um “status”. Já se foi o tempo em que celebrar a estupidez humana estivesse mais ligado ao movimento em que participa, quanto aos barcos em que se cena... “e hoje em dia, como é que se diz EU TE AMO?”