quinta-feira, 2 de julho de 2009

A procura!


"Ele faria da queda um passo de dança,


do medo uma escada, do sono uma ponte,


da procura um encontro."



O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiênias. Ele pretende, nessa época, confortar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar a si próprio.


Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encotrá-lo é perde-lo, é comtemplá-lo na sua total e gartuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendemos ganhar o mundo.


Neste momento, a solidão nos atravessa com um dardo. É meio-dia em nossa vidas, e a face do outro nos comtempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, podre e nun.


Este é o preço do encontro, do possível encotro com o outro.


A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então o trabalho do homem que merece o seu nome.




(Uma carta de Hélio Pellegrino.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário