quinta-feira, 4 de junho de 2009

A despedida


É uma experiência estranha. Talvez uma despedida! Já são 13 dias em campo, viajando de cidade em cidade pelo estado de Piauí numa consultoria para Transnordestina. Antes, o que eu pensava ser um refúgio depois de tudo que aconteceu, pensei que esta viagem viria em boa hora e topei largar tudo, meus compromissos com a universidade, com Paulo e outros para ocupar a cabeça ao mesmo tempo em que esvaziava. Mero engano! Tudo tem mexido demais comigo, minha decepção com tudos e todose até comigo mesma vem tomando profundidades e pensamentos confusos e sérios. Tudo tem se despedaçado rápido demais à tempo deu criar coragem para lutar e revirar o jogo. A cada dia vejo mais longe meu sonho. E não tenho mais força alguma pra tentar.


Sinto saudade do tempo em que eu me achava perdida, em caminhos incertos, porque estes, hoje eu sei, eram tempos em que me sentia em paz. É algo estranho que sinto, porque quando a gente lembra um tempo que já passou e que nós vivemos simplesmente sem notar que eram momentos especiais, a gente percebe que aquilo era legal, tínhamos paz! Não são só os dias que estão estranhos, as pessoas de hoje parecem ser mais vulneráveis que nós mesmos. Nesses eram fáceis, apenas eu era vulnerável e ninguém tinha haver com isso, éramos mais sós e mais completos, por mais que não parecíamos. Hoje, tudo tem andado de uma maneira rápida demais, ficou mais difícil entender as pessoas, mais do que nós mesmo. Quando éramos o sujeito ativo tudo era feito passivamente, e tudo que vejo é que hoje jogo do lado defensiva e tudo ao meu redor modifica-se ativamente. Como somos bobos, não damos valor na hora em que se tem valor!! No presente, só as lembranças me faz feliz! Quero ética, quero respeito, quero algo verdadeiro e sincero pra acreditar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário